Durante o relâmpago são produzidos campos elétricos e magnéticos com variações em freqüência desde poucos hertz até 750 THz. De poucos hertz até GHz estes campos são genericamente chamados de sferics. Entre 400 THz 750 THZ a radiação esta na faixa da radiação luminosa. Enquanto os sferics são gerados pela aceleração de elétrons a radiação luminosa é gerada pela des-excitação dos átomos da atmosfera.
A forma de onda dos sferics é similar a forma de onda da corrente, com um pico quase no mesmo instante do pico de corrente e um segundo pico invertido associado com o campo refletido na base da ionosfera. Em distâncias maiores que 10 km do relâmpago, o pico dos campos tende a diminuir inversamente com a distância, na ausência de efeitos de propagação significativos. Para distâncias maiores que cerca de 50-100 km, o pico dos campos é significativamente atenuado devido à propagação sobre a superfície não perfeitamente condutora da terra.
No instante do pico dos campos, a média da potência eletromagnética total irradiada é cerca de dez vezes menor do que aquela no espectro ótico. No domínio de freqüência, os campos têm uma máxima intensidade ao redor de 5-10 kHz para relâmpagos no solo e ao redor de 100-200 kHz para relâmpagos nas nuvens. Esta diferença é devida a diferente geometria do canal nos dois casos. Porém, em geral o pico da radiação produzida por relâmpagos intranuvem é menos intenso do que aquele associado aos relâmpagos nuvem-solo.
Relâmpagos intranuvem, assim como relâmpagos nuvem-nuvem e descargas para o ar são menos conhecidas que os relâmpagos nuvem-solo e solo-nuvem, e indistinguíveis entre si através de medidas de radiação no solo.