O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE desenvolve pesquisas sobre eletricidade atmosférica através de técnicas experimentais, modelos numéricos e estudos teóricos. Ênfase é dada à pesquisa sobre relâmpagos no Brasil. Entre os principais resultados já obtidos, destacam-se:
Primeiras observações de raios com câmeras rápidas no hemisfério sul
Estas observações, feitas com até 8000 frames por segundo, mostram em detalhes etapas da formação de um raio, permitindo diversos estudos, além de servirem para avaliar o desempenho de outras técnicas já conhecidas.
Primeiro mapa da incidência de raios no país
Este mapa foi obtido em 2002 a partir da comparação de dados de satélites e sensores no solo, coletados entre 1998 e 2001. Ele é o primeiro mapa da atividade de raios no país obtido a partir de dados de raios, diferentemente do mapa ceráunico feito a partir da observação do trovão nas décadas de 1970 e 1980.
Primeiro mapeamento por município da incidência de raios no sudeste do Brasil
Este mapeamento preciso foi realizado a partir de dados reprocessados da Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas (RINDAT) entre 2005 e 2006 nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do país e de modelos de eficiência da rede desenvolvidos pelo ELAT.
Primeira observação de sprites no Brasil
Esta observação foi feita em 2002 no sudeste do país, em colaboração com universidades americanas. Ela mostrou que o fenômeno é comum em associação com tempestades que se formam em associação com a chegada de frentes frias nesta região durante o verão.
Primeira evidencia do aumento da incidência de raios em grandes centros urbanos
Este estudo foi realizado com dados desde 1999 e mostra de forma clara o aumento da incidência de raios em grandes centros urbanos, tais como São Paulo e Belo Horizonte. Tal aumento tem sido atribuído ao aumento de temperatura (ilhas de calor) e poluição existentes nestes centros.
Primeiro raio artificial gerado no hemisfério Sul
Obtido em 23 de novembro de 2000 durante uma tempestade local no entardecer, a partir de projeto de colaboração com instituições brasileiras, francesas e canadenses.