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Monitoramento da qualidade do rio Paraíba ganha mais uma estação

por INPE
Publicado: Abr 17, 2006
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São José dos Campos-SP, 17 de abril de 2006

Imagem Monitoramento da qualidade do rio Paraíba ganha mais uma estação

Será inaugurada no dia 18 de abril, na Femsa Cerveja Brasil, em Jacareí (SP), a terceira estação da Rede Piloto de Plataformas Hidrológicas de Coleta de Dados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Outras duas estações, inauguradas no ano passado, estão instaladas em Cruzeiro, na Maxion, e em Guaratinguetá, na Basf. Outras quatro Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) ainda serão instaladas para formar a rede de monitoramento da qualidade das águas do rio Paraíba, no trecho paulista, uma das regiões mais industrializadas do país, com uma população de cerca de 2 milhões de habitantes.

A rede é operada com uso de satélites desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do INPE, é responsável pelo processamento e distribuição de dados de uma rede de 700 unidades, aproximadamente, espalhadas por todo o território brasileiro.

A rede de PCDs que está sendo instalada às margens do Paraíba, irá permitir às empresas e entidades parceiras neste projeto o acesso aos dados em tempo quase real. As PCDs de Guará e Cruzeiro ainda estão em fase de validação. Dados coletados manualmente estão sendo comparados com os fornecidos via satélite para os ajustes finais. Entre a coleta dos dados pelos instrumentos à beira do rio até a liberação aos usuários leva-se, em média, cerca de 100 minutos.

O monitoramento do Paraíba é uma iniciativa do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS), da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e de empresas do Vale do Paraíba.

As PCDs são dotadas de sensores capazes de medir cinco parâmetros que indicam poluição de natureza química e orgânica da água. Serão medidos oxigênio dissolvido, condutividade, pH, temperatura e turbidez das águas, além da precipitação pluviométrica e do nível do rio, que indica indiretamente a vazão do rio no ponto de medição.

As aplicações - O monitoramento das águas do rio Paraíba deverá oferecer subsídios a órgãos envolvidos na ocorrência de eventos extremos de poluição e enchentes e funcionar como um sistema de alerta no caso de acidentes com cargas perigosas. Outra vantagem do monitoramento é a coleta noturna dos dados. Será possível conhecer o comportamento do rio no período noturno, quando é reduzida a atividade industrial, e até detectar lançamentos clandestinos.

A rede do Paraíba do Sul deverá subsidiar pesquisas coordenadas pelo INPE na área hidrológica e de meio ambiente, como a do programa de Monitoramento Ambiental do Eixo-Rio São Paulo (MARSP) – (www.cptec.inpe.br/marsp), da Divisão de Clima e Meio Ambiente do CPTEC.

O MARSP reúne uma série de projetos científicos, baseados em estudos interdisciplinares da região do Vale do Paraíba, região Serrana e Litoral Norte. O programa abrange sistemas de monitoramento e estimula os avanços científicos e tecnológicos que possam contribuir para a solução de problemas ambientais da região. Outro interesse do CPTEC na rede do Paraíba do Sul é a possibilidade de se ampliar, com o uso dos dados de chuva, o conhecimento das sazonalidades climáticas da região. Com a ampliação de pontos monitorados na bacia, integrando dados de qualidade e quantidade da água, será possível gerar séries de dados confiáveis, respaldadas nas séries históricas da CETESB e do INPE-CPTEC. A expectativa é de que os dados da rede possam ainda fundamentar o processo de outorga e cobrança pelo uso da água; subsidiar o planejamento e a execução de obras; ordenar o uso e a ocupação do solo e oferecer subsídios a estudos hidrológicos para projetos e obras hidráulicas e de abastecimento.

Instalação de equipamentos próximo à captação da Femsa


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