| A Ação 4176 - Monitoramento Ambiental da Amazônia desenvolve-se basicamente em torno de dois eixos: (1) a medição do desmatamento anual na Amazônia brasileira; (2) a emissão de alertas de desmatamento em tempo quase real para orientar as ações das agências de repressão ao desmatamento ilegal. A medição do desmatamento é realizada através de contrato industrial dentro do qual é desenvolvido e operado o Sistema SISPRODES. Este sistema representou um grande avanço tecnológico com relação à metodologia de trabalho anterior, baseada na interpretação de imagens impressas em papel. Com o Sistema SISPRODES o cálculo do desmatamento passou a utilizar técnicas de classificação digital de imagens, o que lhe confere uma maior precisão no geo-referenciamento dos polígonos de desflorestamento, permitindo a construção de um banco de dados geográficos multitemporal. Um outro marco importante nas atividades do Plano Interno foi a publicação na Internet da metodologia utilizada e dos resultados obtidos, além do acesso ao banco de dados através da mesma Internet (http://www.obt.inpe.br/prodes/). A emissão de alertas de desmatamento é o objeto do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER). O Sistema DETER utiliza sensores orbitais óticos em duas fases: a primeira, com a utilização dos sensores MODIS (a bordo dos satélites da NASA chamados TERRA e AQUA), com resolução espacial de 250 m e freqüência de cobertura de três a cinco dias; a segunda fase, acrescentando a estes os dados do sensor WFI (a bordo do CBERS-2), com resolução espacial de 260 m e freqüência de cobertura de cinco dias. Enquanto a primeira fase é operacional desde o lançamento do sistema na internet em 2004, a segunda fase encontra-se em espera devido aos problemas técnicos ocorridos com o satélite CBERS-2. Comparando com sensores de outros satélites, a exemplo dos sensores TM/LANDSAT (30 m) e CCD/CBERS (20 m), tanto o MODIS quanto o WFI possuem resolução espacial reduzida a qual é compensada, para os objetivos do DETER, com a maior freqüência de observação (revisita de três a cinco dias) permitida pela faixa larga de imageamento (2300 km para o Modis e 900 km para o WFI/CBERS). Esta revisita mais freqüente amplia sobremaneira as probabilidades de observação do terreno sem a interferência de nuvens. O Sistema DETER torna possível detectar desmatamentos recentes com área superior a 250 ha e mapear os desmatamento com área superior a 100 ha. O incremento da capacidade de monitoramento é um requisito prioritário para o desempenho da Ação 4176 e do Programa 1122. Para tanto, o INPE desenvolve novas pesquisas e estuda a inclusão nos sistemas SISPRODES e DETER, de novos sensores. A assimilação de novos imageadores é fundamental para complementar as informações de monitoramento e observação terrestres obtidas com os sensores ópticos atualmente empregados, além de ser o único caminho para garantir a continuidade do serviço. Os resultados obtidos pelo sistema DETER melhoram o desempenho e o produto da Ação 4176 a que pertence o sistema, e são fundamentais para o sucesso dos programas de preservação ambiental. Neste sentido o DETER disponibilizou ao Poder Público em 2004 via site na Internet (http://www.obt.inpe.br/deter/), aberto também a toda a sociedade, seus resultados sobre o desmatamento da Amazônia, enquanto eles ocorrem. Com isto o Governo Federal e a sociedade passam a dispor de um instrumento eficiente para orientar as medidas de contenção e prevenção de desmatamento ilegal na região. O desenvolvimento deste projeto é de responsabilidade do INPE/MCT, com a cooperação do Ministério do Meio Ambiente, fazendo parte do conjunto de ações previstas no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, do Governo Federal. |