Meta 1: No primeiro trimestre de 2007 houve continuidade da produção de conhecimento como fruto de pesquisa com os dados do CBERS. Por exemplo, foram entregues dissertações de mestrado envolvendo o desenvolvimento de metodologias de uso do CBERS para agricultura, meio ambiente e florestas. Outro exemplo: parte do projeto CanaSat (http://www.dsr.inpe.br/mapdsr/) é desenvolvido com base nos dados CBERS. Neste ano, particularmente em função da alta cobertura de nuves por ocasião das passagens do satélite Landsat, o CBERS foi de enorme auxílio na identificação e mapeamento das áreas canavieiras. No segundo trimestre foram mostrados muitos casos de aplicações do CBERS, notadamente no XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (http://www.dsr.inpe.br/sbsr2007), realizado em Florianópolis, com mais de 100 trabalhos envolvendo o uso e desenvolvimento de metodologia com o CBERS. Como forma de incentivar a geração de metodologias foram distribuídos prêmios aos melhores trabalhos. No terceiro trimestre, continuaram a ser desenvolvidos trabalhos com desenvolvimento de metodologias em sensoriamento remoto e geoprocessamento usando dadaos do CBERS. Paralelamente, começaram a haver solicitações de parcerias para testes do CBERS-2B; por exemplo, o IBGE já solicitou imageamento off-nadir da CCD/CBERS-2B tão logo seja possível, a fim de testar a qualidade dos modelos digitais passíveis de serem obtidos com essa câmera. Ao mesmo tempo, há demandas - que, obviamente ainda não poderão ser atendidads - de avaliações da HRC sobre o Brasil. Outro aspecto metodológico importante será a avaliação da WFI/CBERS-2B para fins de monitoramento do desflorestamento da Amazônia. Foi lançada a "Pesquisa dos Usuáos CBERS" (http://www.dgi.inpe.br/pesquisa2007), que visa fazer uma radiografia dos usuários do CBERS. Neta pesquisa, abre-se a oportunidade para os usuários demonstrarem os desenvolvimentos que vêm sendo feitos e também anexarem seus resultados, como metodologias, relatórios, artigos, etc. Neste último período, concluiu-se a parte de campo da Pesquisa, com mais de 4.000 respondentes - um número muito acima do que se espera para uma pesquisa dessa natureza. Embora os dados estejam em análise, esse número mostra o quanto a comunidade usuária tem o CBERS e o INPE em consideração, e levam a sério as demandas colocdas pelo Instituto. Alguns resultados parciais estão disponíveis na página do INPE. Meta 2: Como parte do esforço de melhoria dos produtos CBERS, no primeiro trimestre foi realizada uma visita de trabalho ao USGS para discussões sobre o desenvolvimento e melhorias de procedimentos de calibração absoluta das imagens CBERS. Vem sendo construída uma relação de parceria com o USGS neste sentido, que é um órgão com um longa tradição neste tipo de atividade, adquirida com os mais de 30 anos de acompanhamento do Landsat. No segundo trimestre houve agravamento de um problema com a banda 3 da CCD, na qual um dos arrays apresenta uma falha de operação após algumas cenas do início do imageamento, e volta a operar normamente após várias cenas imageadas. Retiramos estas cenas do catálogo, mas em função da demanda dos usuários, voltamos a disponibilizá-las aos usuários, quando acessadas a partir de uma nova ferramenta de busca introduzida no catálogo, denominada Mosaico da Passagem. Assim, os usuários passam a ter acesso a todas a imagens adquiridas, independentemente da sua qualidade. Esse problema mencionado da banda 3 foi analisado pelos técnicos, mas não se chegou a uma solução. No terceiro trimestre observou-se que, em função da limitação de imageamento do sul do Brasil, essa região e seus usuários ficaram prejudicados. O problema da banda 3 da CCD/CBERS-2 prosseguiu e houve um certo agravamento, com perdas maiores de dados. Com o lançamento satisfatório do CBERS-2B em 19 de Setembro p.p., iniciaram-se os testes de avaliação do satélite em órbita e dos produtos gerados. As primeiras imagens (CCD e WFI) mostraram-se de qualidade no mínimo semelhantes às do CBERS-2, o que levará a uma satisfação dos usuários. Particularmente, as imagens da WFI estão se mostrando de qualidade muito aceitável, mostrando que os algoritmos de correção desenvolvidose aplicados a essas imagens são adequados. Infelizmente, os chineses fizeram uma alteração do ganho da CCD em meados de novembro, o que causou grande prejuízo na qualidade radiométrica das imagens CCD, com sensível saturação em praticamente todas as bandas e cenas. Após injunções junto à CRESDA, o ganho será alterado, voltando à condição que satisfaça às necessidades brasileiras. Meta 3: Quanto ao balanço dos usuários de imagens CBERS, foi elaborado um questionário destinado a traçar um perfil mais preciso dos usos e impactos das imagens CBERS e da política de distribuição de dados nos diversos segmentos de usuários. Os questionários foram preparados, e segmentaram-se os respondentes de acordo com sua função nas diversas instituições: operadores, gerentes, tomadores de decisão, etc. Espera-se aplicar esses questionários a todos os usuários CBERS, por meio da internet, à medida que os usuários forem solicitando imagens do CBERS. Elaborou-se o questionário, formulou-se a interface de resposta e foi aprovada pela Diretoria a aplicação do questionário. Esse levantamento juntos aos usuários foi previsto para ser lançado em agosto. Como um balanço, até o final do primeiro trimestre, foram distribuídas mais de 330.000 imagens, em atendimento a mais de 110.000 pedidos. No terceiro trimestre foram armazenadas 2.087 cenas novas do CBERS-2 no banco de dados; foram feitos 14.015 pedidos, o que corresponde a 33.477 cenas, numa média de 2,4 cenas por pedido. Esses pedidos foram feitos por 3.961 usuários. Houve 3.400 novos usuários cadastrados no sistema. Ou seja, o que se observa é que o CBERS continua ampliando sua rede de atendimento. Isso tem exigido esforços continuados da equipe do INPE que atende aos usuários. Neste último período, concluiu-se a parte de campo da Pesquisa, com mais de 4.000 respondentes - um número muito acima do que se espera para uma pesquisa dessa natureza. Embora os dados estejam em análise, esse número mostra o quanto a comunidade usuária tem o CBERS e o INPE em consideração, e levam a sério as demandas colocadas pelo Instituto. Alguns resultados parciais estão disponíveis na página do INPE. Muito do sucesso dessa pesquisa também se deve ao maciço acesso e download de imagens para uso pelas instituições brasileiras. Segundo nosso último balanço, desde 01/10/2007 até o momento, foram feitos 9.870 pedidos de imagens CBERS, num total de 22.482 cenas, com 3.147 usuários solicitantes. Meta 4: No primeiro trimestre houve a apresentação do CBERS a diversos grupos de visitantes ao INPE, e também foram preparados os materiais para serem levados ao XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, em Florianópolis. Um filme especial do CBERS foi incluído no DVD a ser distribuído aos congressistas, com fins de educação e difusão. No mencionado Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto houve uma Sessão Especial em que que se focalizaou o CBERS, e uma outra, com concentração em Cooperação Latino-Americana em Sensoriamento Emoto, onde o CBERS foi motivo de discussão e de cooperação. O INPE teve um stand no Simpósio, onde se pôde expor imagens e painéis do CBERS, e distribuição de material informativo sobre o Programa. Também houve várias visistas ao INPE de delegações internacionais (p.ex. China, Índia, Indonésia), com palestras sobre o CBERS. Incluiu-se na página do CBERS um filme sobre satélites e sub-sistemas, com grande foco no CBERS. No terceiro trimestre o CBERS esteve em várias exposições. Por exemplo, foi feita uma exposição na esplanada dos Ministérios com mosaicos estaduais. Esta exposição foi encaminhada ao Senado Federal, com grande visibilidade para o programa. Uma exposição semelhante foi montada no Parque Tecnológico Aeroespacial, com grande sucesso. Também foi feita uma exposição com maquetes, equipamentos reais, câmeras, etc., do CBERS no INPE, que despertou grande interesse. Com o lançamento do CBERS-2B, promoveu-se intensa exposição na mídia, com matéria até no Jornal Nacional, da rede Globo. Isso repercutiu muito na sociedade. Foi lançado o novo site do CBERS, com sensíveis melhorias estétioas e funcionais. O site do CBERS conta com mais de 340.000 acessos. No momento (05/12), o número de acessos chega a 464.920. Meta 5: Como a comunidade usuária do CBERS é ampla, variando desde usuários iniciantes até aqueles com alta expertise, está em desenvolvimento um sistema que permitirá ao usuário iniciante fazer os processamentos básicos, como realces, histogramas, composições, etc., e aos experientes fazerem desde os processamentos simples até um avançado processo de avaliação da qualidade geométrica dos produtos CBERS, auxiliando, assim, o INPE e as empresas contratadas, na melhoria dos processamntos e geração dos produtos. O protótipo desse sistema será apresentado no 16° LTWG, (Landsat Technical Working Group) a ocorrer no INPE. Durante o LTWG mencionado, foi apresentado o protótipo mencionado, que está em pleno desenvolvimento. O desenvolvimento do sistema foi concluído. Como é esperado pra sistemas de TI, ele continuará em evolução. Meta 6: Como parte das atividades de difusão internacional do CBERS, houve uma importante reunião do JPC (Joint Project Committee) do CBERS, em São José dos Campos, em que se reafirmou a necessidade e o interesse conjunto em promover o CBERS internacionalmente, via instalação ou adaptação de estações de recepção do CBERS em outros países. Uma importante iniciativa neste sentido foi a proposta brasileira, acolhida pela China, para que países da África pudessem ter recepção CBERS já para o CBERS-2B. Em reunião posterior com a CRESDA (China Center for Resource Satellite Data and Applications), também em São José dos Campos, em meados de março p.p., essa sugestão também foi muito bem aceita. Paralelamente, como parte dos esforços de difusão internacional do CBERS, avançaram-se as discussões com os Estados Unidos, e foi enviado um documento do INPE, em resposta a uma RFI do USGS (United States Geological Survey), colocando o CBERS como um dos candidatos a atuarem como um "gap filler" do Landsat. Essa atividade ganhou excelente dinâmica no segundo trimestre, particularmente em função do interesse concreto de alguns países - África do Sul, Espanha, Itália -, como parte de recobrimento da África, como parte do Programa GEO, e da proximidade do lançamento do CBERS-2B para setembro. Em função da visita de delegação chinesa ao Brasil e dos acertos sobre uu MOU geral para implantação de sistemas de recepção CBERS em outros países, estão avançadas as tratativas para recepção do CBERS em Maspalomas, Ilhas Canárias (operada pelo INTA), na África do Sul (operada pelo CSIR), no Quênia (Malindi, operada pela ASI) e no sul da Itália (Matera, operada pela ASI). Os acordos internacionais tiveram grande avanço no terceiro trimestre. Está praticamente acertada a recepção do CBERS-2B para cobrir parte significativa da África. Ao mesmo tempo, iniciaram-se as discussões para instalação de uma nova estação de recepção de satélites numa região ao norte no Brasil. Com isto a presença do CBERS na América do Sul terá sensível expansão, e haverá inclusão da América Central e do Caribe entre os usuários do CBERS. Também houve um avanço na inserção do Brasil, via CBERS, como um importante provedor de dados no escopo do GEOSS. Na reunião havida no Brasil em meados de setembro isso ficou ainda mais reafirmado. Neste quarto período, na reunião geral do GEOSS ocorreu finalmente o anúncio conjunto Brasil-China da distribuição dos dados do CBERS para a África. Testou-se a recepção na África do Sul com o sistema brasiliero, com resultados plenamente satisfatórios. Houve e tem havido grande repercussão do fato no seio da comunidade mundial de sensoriamento remoto. No Brasil, foi anunciada e ofocializada a criação de uma centro avançado na Amazônia, no qual se insere a instalação de uma nova antena de recepção de grande porte em Boa Vista, RR. Com isso, o Brasil ganará maior raio de cobertura do CBERS na região norte e oeste da América do Sul, na América Central e partes do Caribe. Meta 7: O CBERS-2, em função de sua vida útil já ter expirado há mais de 16 meses, vem enfrentando problemas de funcionamento. Um desses refere-se ao drift de órbita, que vem sendo gerenciado a contento com movimentos periódicos do espelhop de visada lateral, de modo que o usuário não está sendo prejudicado. Outro, foi o do desligamento da câmera, que teve que ser feito por telecomandos. Isso causou a interrupção do imageamento por alguns dias. Agora, o CBERS já voltou ao imagemento quase rotineiro, com oito minutos por órbita sobre o Brasil, com previsão de elevação paulatina desse tempo. Há uma expectativa de que continue em operação pelo menos até o lançamento do CBERS-2B, em setembro do corrente. Em recente reunião na China, houve avanços significativos nos acertos para avaliação dos produtos após o lançamento do CBERS-2B. No terceiro trimestre, o CBERS-2B foi lançado com pleno êxito. Logo na primeira passagem com imageamento sobre o Brasil foi feita a recepção em Cuiabá. Todas as passagens subseqüentes com imageamento estão sendo adquiridas, processadas e armazenadas normalmente. Está sendo feito um grande esforço para que os parâmetros de calibração possam ser ajustados com vistas a garantir a qualidade radiométrica dos produtos. Os primeiros produtos foram colocados na internet para fins de divulgação (javascript:openWin('noticias/index.php?cod=not116','Noticia')), embora ainda não estivessem com qualidade radiométrica adequada; porém, a repercussão das primeiras imagens foi excelente. Foi feito um conjunto de produtos em papel e distribuídos a importantes autoridades, incluindo o Presidente da República e o Ministro da Ciência e Tecnologia. Agora inici uma fase de avaliação fina dos produtos. Foi planejada e executad uma campanha de calibração absoluta da câmera CCD em Luis Eduardo Magalhãres em outubro, mas sem sucesso devido a cobertura de nuvens. Esta campanha, se possível de realização em função das condições meteorológicas. Infelizmente, neste quarto período, não foi possível a realização da campanha de calibração mencionada acima, por motivos meteorológicos, como já era muito esperado. As imagens do CBERS-2B têm sido avaliadas como tendo boa qualidade, particularmente as geradas pela WFI. Infelizmente, ainda não dispomos do dispositivo de descompressão dos dados da Câmera Pancromática de Alta Resolução (HRC), e com isso, embora façamos a recepção das suas imagens em Cuiabá, não conseguimos gerar as imagens. Foi feita uma gravação a bordo de uma cena de Brasília, que foi descarregada e processada na China, e que foi avaliada como estando um pouco fora de foco. Há informação de que houve correção do foco, e que as cenas melhoraram de qualidade. O equipamento de descompressão está a caminho e espera-se que em dois meses possamos ter os dados sendo processados no Brasil. Um fato marcante deste quarto trimestre é que as imagens do CBERS-2B foram liberadas aos usuários, a pouco mais de dois meses do lançamento. Em compração com o CBERS-2, esse é um feito notável; aliás, mesmo em comparação com outros satélites. |