Ministério da Ciência e Tecnologia
 
 
Projeto Laboratório Rádio Ciência 




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Atualização: 07/04/2010

           
            Ciência no Rádio

           A ciência, busca de conhecimento, está clara e intimamente ligada à escola. Tem tudo a ver com o aprendizado, tanto é que os cientistas podem também ser vistos como aqueles que nunca saíram da escola; estão ainda e sempre estudando. A comunicação científica, em particular, pode ter um papel muito importante também na solução de problemas sociais e no desenvolvimento econômico do nosso país. O Professor Sérgio Mascarenhas, por exemplo, lembra que “a ciência não faz parte da cultura brasileira e que nossas saídas para problemas sociais como a violência e o desemprego ficam no campo do entretenimento e dos esportes; vemos projetos sociais envolvendo capoeira e futebol, o que é muito bom, mas por que não ciência?” (Boletim da Agencia Fapesp, Divulgando a cultura científica – 16/05/2007).
           O rádio é um excelente veículo para a comunicação científica. Esta é uma das conclusões do SCIRAB (Science in Radio Broadcasting), um estudo recente e abrangente que fez o primeiro levantamento e análise dos programas de rádio sobre ciência na Europa (Mazzonetto, M., Merzagora M. andTola, E, 2005) . “O rádio parece ser a mídia onde a ciência, na sua atual evolução em direção à sua era pós-acadêmica, encontra a sua melhor oportunidade para comunicar com o público.” Isto porque o rádio exige da audiência uma concentração maior do que aquela exigida pela televisão, por exemplo, consegue melhor estimular a criatividade e a imaginação do ouvinte, que deve criar as suas próprias imagens enquanto escuta, e é o meio de comunicação de massa que cria a maior intimidade com o público, despertando envolvimentos sentimentais, típicos de conversas a dois.  
           Ainda de acordo com o SCIRAB, é consenso entre os comunicadores de ciência que a simples transferência de informação das pessoas que fazem ciência para as pessoas que não fazem, não é suficiente! Este modelo de comunicação unidirecional, também conhecido na literatura por modelo deficitário ou modelo de cima-para-baixo (top-down), deve ser completamente evitado nas produções do nosso projeto. Trabalharemos com comunicações científicas. Chamamos de comunicação científica conversas, discussões, debates e diálogos sobre ciência, conceitos e temas científicos, que sejam desenvolvidos com imparcialidade e a favor da clareza, da compreensão e do entendimento, e que ainda contem com a participação direta ou indireta de ao menos um cientista, pesquisador. De acordo com o SCIRAB, por diversos motivos, este é de longe o melhor tipo ou formato de programa de rádio sobre ciência.


 
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