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INPE participa de relatório do IPBES sobre declínio da natureza

por INPE
Publicado: Mai 13, 2019
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São José dos Campos-SP, 13 de maio de 2019

Imagem INPE participa de relatório do IPBES sobre declínio da natureza

O relatório que indica o aceleramento da taxa de extinção de espécies, com graves impactos nas populações ao redor do mundo, tem a participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O trabalho foi realizado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).

O Relatório de Avaliação Global do IPBES é o mais abrangente já concluído e mostra que cerca de 1 milhão de espécies animais e vegetais estão agora ameaçadas de extinção, muitas em décadas, mais do que nunca na história da humanidade.

Ana Paula Aguiar, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do INPE, contribuiu com o Capítulo 5 do Relatório, que trata dos cenários e trajetórias para futuros sustentáveis. “Fizemos uma análise sobre como alcançar a sustentabilidade em todas as suas dimensões, com base em cenários em várias escalas e na literatura de ciências sociais e sustentabilidade”, explica a pesquisadora.

Acesse aqui o Sumário Executivo do Relatório.

O IPBES é um órgão intergovernamental independente, estabelecido em 2012, com a missão de fortalecer as bases de conhecimento para uma melhor política através da ciência, para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, bem-estar humano a longo prazo e desenvolvimento sustentável. De certa forma, o IPBES faz pela biodiversidade o que o IPCC faz para as mudanças climáticas.

Compilado por 145 especialistas de 50 países nos últimos três anos, com contribuições de outros 310 autores, o documento avalia as mudanças nas últimas cinco décadas, fornecendo uma visão abrangente da relação entre os caminhos do desenvolvimento econômico e seus impactos na natureza. Também oferece vários cenários possíveis para as próximas décadas. (Saiba mais aqui.)

O relatório observa que, desde 1980, as emissões de gases do efeito estufa dobraram, elevando a temperatura média global em pelo menos 0,7 graus Celsius – com a mudança climática já afetando a natureza do ecossistema à genética. Os impactos da mudança do clima devem aumentar nas próximas décadas, em alguns casos superando o impacto da mudança do uso da terra e do mar e outros fatores.

O documento também apresenta uma ampla gama de ações ilustrativas para a sustentabilidade e caminhos para alcançá-las através de setores como agricultura, silvicultura, sistemas marinhos, sistemas de água doce, áreas urbanas, energia, finanças, entre outros. Destaca ainda a importância de adotar abordagens integradas de gestão e intersetoriais que levem em conta as compensações da produção de alimentos e energia, infraestrutura, manejo de água doce e costeira e conservação da biodiversidade.

“O relatório traz muitos números e fatos alarmantes, mas também discute como reverter a situação. Ainda dá tempo, mas não será com medidas paliativas. É preciso transformar profundamente a sociedade e o sistema econômico”, defende a pesquisadora do INPE.


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