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Vídeo mostra pesquisa sobre processos e atividades econômicas na Amazônia

por INPE
Publicado: Abr 15, 2019
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São José dos Campos-SP, 15 de abril de 2019

Durante o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), em Santos (SP), entre os dias 14 e 17 de abril, será exibido um vídeo sobre um dos sete subprojetos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) financiados pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

O vídeo apresenta as diferentes pesquisas integradas ao projeto "Trajetórias de Padrões e Processos na Caracterização de Novas Dinâmicas do Desmatamento na Amazônia", coordenado pela pesquisadora Isabel Escada, da área de Observação da Terra do INPE.

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Um dos principais objetivos do projeto foi ampliar a compreensão dos processos e dinâmicas de uso da terra na Amazônia e propor novas tipologias para a classificação de imagens de satélite para a região. As pesquisas foram realizadas a partir de um extenso trabalho de campo no Pará, fazendo uso de diferentes tipos de imagens, técnicas de análise espacial, processamento de imagens e mineração de dados, e aplicativos desenvolvidos durante o projeto.

O PRODES e o DETER, levantamentos anual e mensal, respectivamente, do desmatamento da Amazônia Legal brasileira, que monitoram e auxiliam a fiscalização do corte da floresta, são aplicações bastante conhecidas das tecnologias de sensoriamento remoto e geoinformação, desenvolvidas pelo INPE. Em boa parte dos estudos e levantamentos realizados pelo Instituto é utilizada uma tipologia de padrões espaciais de paisagens associada ao desflorestamento e às diferentes atividades econômicas praticadas na região. Os elementos que formam essas paisagens apresentam diferentes composições, formas e arranjos espaciais, que se repetem e podem ser observados nas imagens de satélite.

Segundo Isabel Escada, "ao longo do tempo, surgem novos padrões nas imagens que precisam ser identificados e associados a novos processos". Um dos principais objetivos do projeto foi classificar padrões espaciais de paisagens, relacionados a atividades e processos produtivos, antes invisíveis nos mapeamentos realizados. Um dos resultados esperados a partir da pesquisa é o estabelecimento de procedimentos para o mapeamento do uso e cobertura da terra no entorno de comunidades ribeirinhas e de terra firme onde predominam, por exemplo, atividades extrativistas e de agricultura de pequena escala.

A expectativa, segundo a coordenadora do projeto, "é dar maior visibilidade a essas formas de produção e permitir que essas atividades sejam inseridas e fortalecidas no planejamento e na formulação de políticas públicas relacionadas às cadeias produtivas locais."


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