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Cientistas discutem aumento da temperatura em até 1,5ºC
Quinta-feira, 09 de Março de 2017

Como limitar o aquecimento do planeta em até 1,5ºC até o fim do século e minimizar os impactos das mudanças climáticas é a pergunta que 86 cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) tentam responder num encontro realizado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Representando 39 países, o grupo de cientistas, que inclui três brasileiros, trabalha na elaboração de um relatório especial do IPCC sobre mitigação, perspectivas econômicas e sociais e desenvolvimento sustentável. O documento é um desdobramento do Acordo de Paris, ratificado pelo Brasil em setembro de 2016.

A reunião na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), é a primeira do novo ciclo do IPCC, iniciado em 2015 e com conclusão em 2021. Nesta etapa inicial, os especialistas buscam informações e literatura científica voltada para o aumento da temperatura em 1,5ºC. A tarefa, no entanto, não deve ser fácil.

"Grande parte do conhecimento produzido leva em conta uma elevação da temperatura em 2ºC. Pode parecer pouco, mas esse 0,5ºC faz muita diferença no estudo dos impactos do clima. A literatura pode não ser suficiente e podemos precisar produzir mais conhecimento levando em conta a temperatura de 1,5ºC", explica a vice-presidente do IPCC e pesquisadora do INPE, Thelma Krug.

Até o fim de 2018, mais duas reuniões devem acontecer para finalizar o documento. Para o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo, o intercâmbio de informações entre cientistas de diferentes países é fundamental para a construção de um relatório mais completo. "Isso gera um relatório que contempla variáveis e panoramas que levem em conta uma estrutura global", avalia.

Marengo é um dos editores-revisores do capítulo 3 do relatório, que trata dos impactos nos sistemas naturais e humanos. Já o biólogo Marcos Buckeridge, da Universidade de São Paulo (USP), trabalha no capítulo sobre o fortalecimento e a implementação da resposta global à ameaça da mudança do clima, enquanto a pesquisadora Patricia Pinho, do programa de pós-graduação do INPE, vai analisar os impactos das mudanças climáticas sobre o desenvolvimento sustentável.

Brasil

Para Thelma Krug, a participação de cientistas brasileiros confirma a relevância do país nas pesquisas sobre mudanças climáticas. "Pesquisadores de apenas 39 países foram selecionados para participar. Nós termos três brasileiros dentro de um universo de 86 especialistas é expressivo, porque foi uma seleção muito rigorosa. Isso é um reconhecimento fantástico ao trabalho que o país desenvolve na questão do clima", ressalta.

O INPE realiza estudos interdisciplinares para subsidiar o Brasil com as informações necessárias para a implementação de medidas de adaptação, mitigação e auxílio na concepção e elaboração de políticas públicas para o setor climático e ambiental. No instituto, são realizadas pesquisas de excelência em Modelagem e Observações do Sistema Terrestre, especialmente do Sistema Climático, Mudança de Uso e Cobertura da Terra, Hidrologia, Química Ambiental, Energias Renováveis, Eletricidade Atmosférica, Oceanografia e Zonas Costeiras, Queimadas, Desastres Naturais, Adaptação, Mitigação e Políticas Públicas.

Ação mundial

O IPCC é um órgão das Nações Unidas que estuda a ciência relacionada às mudanças do clima. Ele foi estabelecido em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para oferecer às nações levantamentos científicos sobre as implicações e potenciais riscos, além de apresentar estratégias de adaptação e mitigação. Atualmente, 195 nações integram o grupo.
 


Primeira reunião de autores de relatório especial do IPCC foi realizada no INPE


Thelma Krug, pesquisadora do INPE e vice-presidente do IPCC

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