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NanosatC-BR1 é lançado com sucesso e estação já recebe sinais do primeiro cubesat nacional
Sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Após o bem-sucedido lançamento, a estação de Santa Maria (RS) já recebe dados do NanosatC-BR1, o primeiro cubesat do Brasil. Radioamadores em vários países, colaboradores do projeto, também confirmaram a recepção de sinais do “nanossatélite”, um cubesat que pesa aproximadamente 1 Kg.

O NanosatC-BR1 foi lançado às 16h11 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19/6)  da base de Yasny, na Rússia, pelo foguete Dnepr, também de origem russa. Além do cubesat brasileiro, na mesma missão foram colocados em órbita cerca de 30 artefatos de vários países.

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Otávio Durão e Nelson Schuch, estavam na base russa para acompanhar o lançamento.  Pouco depois, o recebimento dos primeiros sinais foi comemorado pela equipe da estação terrena de Santa Maria, onde também está localizado o Centro Regional Sul (CRS) do INPE.

O primeiro cubesat nacional foi desenvolvido pelo INPE e Universidade de Santa Maria (UFSM). A parceria permitiu que estudantes tivessem a supervisão de especialistas do INPE e atuassem diretamente em todas as fases para construir e colocar um satélite em órbita - desde a especificação e desenvolvimento do NanosatC-BR1, passando pela montagem, integração, testes e, a partir de agora, pela sua operação e recepção de dados.

 O diretor do INPE, Leonel Perondi, parabenizou a todos pelo lançamento com sucesso e recepção do sinal do NanosatC-BR1. “Trata-se, certamente, de grande estímulo para a difusão e o engajamento nas atividades espaciais no país”.

Projeto

A capacitação de recursos humanos para a área espacial é um dos principais objetivos do projeto do cubesat, cuja missão científica é o estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.

O NanosatC-BR1 também permitirá testar, em voo, circuitos integrados resistentes à radiação projetados no Brasil, para utilização em futuras missões de satélites nacionais de maior porte. 

O cubesat possui três cargas úteis: um magnômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da UFSM; e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Participa ainda do projeto o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que possui em São José dos Campos (SP) uma estação terrena que também receberá dados do NanosatC-BR1.

Saiba mais: www.inpe.br/crs/nanosat
 

NanosatC-BR1 no interior de câmara vacuotérmica, durante testes realizados no INPE


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