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10 anos do lançamento do CBERS-1

por INPE
Publicado: Out 09, 2009
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São José dos Campos-SP, 09 de outubro de 2009

Imagem 10 anos do lançamento do CBERS-1

No dia 14 de outubro de 1999 foi lançado pelo foguete Longa Marcha 4B, a partir do Centro de Lançamento de Taiyuan, na China, o primeiro CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês). Nestes 10 anos, o Programa CBERS conquistou os usuários de imagens orbitais, popularizou o sensoriamento remoto no país e, hoje, seus dados são fundamentais para monitorar o meio ambiente, avaliar desmatamentos, áreas agrícolas e o desenvolvimento urbano.

Embora tivesse vida útil projetada para apenas dois anos, o CBERS-1 manteve sua operação até 2003, ano em que foi lançado o CBERS-2, que operou até o início de 2009. Atualmente, está em operação o CBERS-2B, lançado em 2007.

No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), está em testes o CBERS-3, cujo lançamento está previsto para 2011.

O domínio da tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto, obtido graças ao CBERS, permitiu a implantação, em 2004, de uma pioneira política de livre acesso a estes dados. Como resultado, o INPE já distribuiu mais de 700 mil imagens dos satélites CBERS, de um total que supera a marca de um milhão. Confira: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=1966 

Além da livre distribuição das imagens, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do país.

Histórico
Os satélites do Programa CBERS são o resultado do acordo, assinado em 22 de agosto de 1988, entre a Academia de Tecnologia Espacial da China (CAST) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Este acordo de cooperação contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento remoto que também levassem a bordo, além de câmeras imageadoras, um repetidor para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Os equipamentos foram dimensionados para atender às necessidades dos dois países, mas também para ingressar no emergente mercado de imagens de satélites.

Em 2002, foi assinado o acordo para a continuação do programa, com a construção de dois outros satélites - os CBERS-3 e 4, com novas cargas úteis e uma nova divisão de investimentos de recursos entre o Brasil e a China - 50% para cada país (nos primeiros satélites a divisão foi de 70% para a China e 30% para o Brasil). Porém, para garantir o fornecimento das imagens até o lançamento do CBERS-3, previsto para 2011, o Brasil e a China decidiram em 2004 construir o CBERS-2B, que foi lançado em setembro de 2007.

Os dois primeiros CBERS foram idênticos em sua constituição técnica e cargas úteis, com três câmeras: CCD, WFI e IRMSS. No CBERS-2B foi colocada uma câmara de alta resolução, a HRC, que produz imagens com 2,7 metros de resolução espacial, em substituição a IRMSS, e foram mantidas as câmaras CCD, de resolução espacial de 20 metros, e WFI, com 250 metros de resolução. Para os CBERS 3 e 4, a evolução será mais significativa e tanto os imageadores como a própria estrutura do satélite serão mais sofisticados.

Mais informações no site www.cbers.inpe.br


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