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ELAT/INPE divulga novo ranking da incidência de raios por município

por INPE
Publicado: Mar 10, 2009
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São José dos Campos-SP, 10 de março de 2009

Imagem ELAT/INPE divulga novo ranking da incidência de raios por município

Levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela aumento significativo na incidência de raios nos últimos dois anos. Publicado nesta terça-feira (10/3), o novo ranking de descargas atmosféricas por município para o biênio 2007-2008 abrange nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Segundo o novo levantamento, em 2008 o número total de descargas atmosféricas na região pesquisada chegou a 7,5 milhões. Em 2007, foram 5,2 milhões de raios. Já o levantamento do biênio anterior tem registros de 3,7 milhões de descargas em 2005 e 5,8 milhões, em 2006.

O Brasil, por sua extensão territorial e proximidade ao equador geográfico, é o país com maior incidência de raios do mundo.

Na página www.inpe.br/ranking, estão disponíveis os dados por estado e o ranking geral para os 3.183 municípios pesquisados. É possível identificar as cidades com maior variação positiva e maior variação negativa na incidência de descargas atmosféricas em comparação aos resultados publicados anteriormente (biênio 2005-2006).

Em alguns municípios, o aumento na incidência de raios ultrapassou 300% (máximo em Guarapari-ES: 335%), enquanto em outros houve diminuição de pouco mais de 70% (mínimo em Mundo Novo-GO: -71%).

Nas grandes cidades da região pesquisada as variações foram menos acentuadas. Houve crescimento no número de descargas atmosféricas em Vitória (88%), Brasília (44,4%), Goiânia (34,7%), São Paulo (20,3%) e Porto Alegre (18,8%).

A incidência diminuiu em Curitiba (-50,5%), Florianópolis (-50,45), Campo Grande (- 40,8%), Rio de Janeiro (-17,35) e Belo Horizonte (-3,4%). A margem de erro do levantamento é de 10%.

Os dados de descargas atmosféricas foram obtidos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT) e processados por um modelo de eficiência de detecção desenvolvido pelo ELAT/INPE, que permite corrigir os dados em função do estado de funcionamento dos sensores da rede ao longo do período analisado.

"Embora a rede BrasilDAT possua sensores em Tocantins, Maranhão e Pará, o processamento e correção dos dados para estes estados ainda não foi concluído e, portanto, ainda não estão no levantamento", explica o Dr. Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT/INPE.

Lançamento

Também nesta terça-feira (10/3), os pesquisadores do ELAT/INPE lançam a segunda edição do livro "Relâmpagos". A obra traz explicações detalhadas sobre como se proteger e evitar prejuízos causados pelos raios, sua incidência em diferentes regiões do país e as mudanças na incidência de raios esperadas para as próximas décadas em função das mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global.

"Desde a sua primeira publicação, em 1996, o conhecimento sobre os relâmpagos no Brasil avançou muito. O conteúdo da primeira edição foi revisto e aprimorado. Além disto, muitas novas informações puderam ser agregadas", informa Osmar Pinto Junior, um dos autores.


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