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:: Quarta-feira, 10 de Abril de 2013
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Canal do Diretor

Nome: Leonel Fernando Perondi

Tel.: (12) 3208-6040
Fax: (12) 3921-6455
E-mail: diretor@dir.inpe.br

Currículo
Plano de Trabalho


Perfil

Leonel Fernando Perondi é graduado em Engenharia Mecânica Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em Engenharia e Tecnologia Espaciais pelo INPE e doutor em Física Teórica pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Natural de Caxias do Sul (RS), ingressou no INPE em 1981 para atuar na área de materiais e sensores. Até 1989, desenvolveu trabalhos em teoria de dispositivos fotovoltaicos, projeto e fabricação de painéis solares e qualificação de fornecedores para a área espacial.

Participou efetivamente da equipe que desenvolveu o SCD-1, primeiro satélite brasileiro, sendo o responsável pelo modelamento, simulação, bem como definição de fornecedor dos painéis solares que integraram esse satélite de coleta de dados ambientais. Foi o responsável pelo planejamento e implementação de programa que resultou na qualificação de fornecedor nacional para painéis solares de aplicação espacial. Também coordenou o projeto técnico dos painéis solares que vieram a equipar, com êxito, três satélites do Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o CBERS-1, o CBERS-2 e o CBERS-2B.

Leonel Fernando Perondi desenvolveu ainda atividades de engenharia, ligadas a painéis solares, e de pesquisa, abrangendo, entre outros, o modelamento e a simulação de fratura e plasticidade em materiais e simulações de difusão em sistemas desordenados. A convite do Laboratoy of Computational Engineering, da Helsinki University of Technology, com apoio da Academy of Finland, de 1998 a 2000 desenvolveu em Espoo estudos de fratura e plasticidade em metais, através do desenvolvimento e implementação de simulações de dinâmica molecular, em ambientes computacionais interativos (computational steering). De volta ao INPE, em 2000, atuou na implantação da área de concentração de Ciência e Tecnologia de Materiais e Sensores, do curso de pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais.

No final de 2001, assumiu o cargo de diretor substituto do INPE e, no início de 2002, a posição de Coordenador Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE). A partir de 2002, assumiu, também, a Gerência Geral do Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS). Nesta condição, teve atuação em atividades relacionadas à gestão do INPE e à execução de programas, destacando-se as seguintes realizações: coordenação técnica e gerenciamento das ações necessárias ao lançamento, com êxito, do satélite CBERS-2; coordenação técnica e gerenciamento das ações para assinatura do protocolo complementar, entre Brasil e China, relativo aos satélites CBERS-3 e CBERS-4; coordenação técnica e gerenciamento das atividades de estimativa de custo do programa CBERS-3 & 4 e atuação junto à área técnica do MCTI e do MPOG para viabilizar a aprovação de dotação orçamentária para o programa e sua inclusão no PPA 2004-2007, estimada, à época, em aproximadamente 540 milhões de reais; planejamento e gerenciamento das ações que culminaram com a assinatura do protocolo complementar, entre Brasil e China, relativo ao satélite CBERS-2B, bem como das ações necessárias ao desenvolvimento e fabricação do satélite CBERS-2B, lançado com êxito em 2007; planejamento e implementação de diversas iniciativas na área de sistemas inerciais, no âmbito de plataformas orbitais; proposição e assinatura, pelo lado do INPE, do projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA), desenvolvido em conjunto com o DCTA; coordenação do grupo técnico de trabalho 1, missões de observação da terra, na última revisão do PNAE (2005-2014); planejamento e gerenciamento das ações que culminaram com a assinatura de protocolo complementar, em 2005, entre Brasil e Argentina, relativo à missão Satélite Argentino-Brasileiro para Informações sobre Alimentos, Água e Ambiente (SABIA).

No período 2004-2005, com base na bem sucedida experiência de qualificação de fornecedores industriais de painéis solares para aplicação espacial, ocorrida no final da década de 80, efetuou o planejamento e o gerenciamento de ações que levaram à contratação industrial dos satélites CBERS-3 & 4 e CBERS-2B, envolvendo mais de uma dezena de licitações, na modalidade de preço e técnica, com valor contratado da ordem de 270 milhões de reais. Essa oportunidade foi única para implantar uma política industrial no país, que permitisse o estabelecimento de um arranjo industrial para o desenvolvimento e fabricação de sistemas espaciais. Como resultado deste esforço, o país desenvolveu, por exemplo, capacitação para o desenvolvimento e fornecimento nacional de imageadores para uso espacial, o que se constitui em importante marco em inovação na área espacial no Brasil.

Na mesma linha, de domínio nacional completo da tecnologia espacial, acrescenta-se que o Projeto SIA, acima referido, é fundamental para autonomia tecnológica no setor espacial brasileiro. O projeto trata de uma tecnologia que é crítica para qualquer programa espacial, e que se constitui no maior gargalo tecnológico corrente do programa espacial brasileiro. Esse projeto conta com recursos dos Fundos Setoriais e apoio fundamental da FINEP.

No período de abril a dezembro de 2005, foi convidado a assumir interinamente o cargo de Diretor do INPE. Neste período, o INPE foi agraciado com o Prêmio FINEP de inovação de 2005, na Região Sudeste, na categoria de Instituição Pública de Pesquisa. No período 2007-2009 e 2009-2011 foi sucessivamente eleito pela comunidade para o Conselho Técnico Científico do INPE. Em 2008, atuou na proposição e implantação da área de concentração de Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, do curso de pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais do INPE, tendo, desde 2008, ministrado cursos nas áreas de gerenciamento de projetos e gestão da qualidade. Desde 2008, tem atuado, também, na orientação de alunos de mestrado e doutorado, nessa nova área. De 2007 até o presente, tem atuado na coordenação técnica e no gerenciamento do projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Espacial, em seu escopo relativo a plataformas orbitais.

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