Figura 1. Vista Frontal do módulo Criosfera 1 (Foto: Marcelo Sampaio - INPE).
A possibilidade de acompanhar as variações dos parametros atmosféricos de forma ininterrupta é um fator chave para melhor entender as mudanças climáticas na Antártica.
Atualmente existem diversas estações científicas onde são realizadas medidas dos parâmetros fisioquímicos e meteorológicos durante o inverno e o verão,
entretanto, a maioria destas estações está localizada na borda do continente Antártico.
No verão 2011/2012, o módulo de pesquisas Criosfera 1(Figura 1) foi instalado no centro-oeste do continente antártico nas coordenadas 84º,00’ S;
79º,30’ e elevação 1200 m. Apenas como termo de comparação, este ponto geográfico esta localizado a aproximadamente a 2500 Km ao sul
da Estação Antártica Brasileira Comandante Ferraz e a 670 Km do polo sul geográfico.
O Criosfera 1(Figura 2) se encontra em operação desde o dia de sua inauguração 12 de janeiro de 2012. Esta nova plataforma científica usa apenas
o sol e o vento para suprir a energia necessária aos equipamentos de pesquisa atmosférica, instrumentação meteorológica, assim como aos
sistemas de armazenamento e de transmissão de dados.
Figura 2. Vista Traseira do módulo Criosfera 1 (Foto: Heber Reis Passos - INPE).
A instrumentação meteorológica realiza medidas do valor da temperatura do ar, velocidade e direção de vento,
umidade relativa, pressão atmosférica e irradiação solar total. São medidas ainda a concentração de dióxido de carbono no ar
e a deposição de neve local. Os dados de temperatura interna do módulo, temperatura junto aos equipamentos e de corrente dos
painéis solares e geradores eólicos são também medidos e enviados pelo “link” de satélite por meio do sistema ARGOS.
Os dados destas medidas são acumulados em um “datalogger” em alta resolução e seus valores médios são enviados a cada hora pelo satélite.
É realizada também uma amostragem de aerossóis por meio de um sistema de integração mensal que utiliza filtros do tipo Nuclepore Track-Etch Membrane
com porosidade de 0,4 µm. Esta amostragem tem como objetivo a análise da composição elementar e iônica dos aerossóis.
Para geração de energia, o Criosfera 1 utiliza quatro turbinas com capacidade de 160 Watts cada (velocidade de vento de 12,5 m.s
-1)
e quatro painéis solares com capacidade de 1000 W.m
-2 a 25ºC. A energia gerada é armazenada em uma unidade de baterias chumbo-ácidas do tipo AGM de 8 kW-hora.
Durante o inverno este banco de baterias consegue manter toda instrumentação por um período de até quatro dias sem vento.
Entidades Participantes:
- INPE
- UERJ
- UFRGS
- PROANTAR e INCT da Criosfera
- CNPq
Adicionalmente, as informações coletadas neste projeto contribuirão para:
- Entender o papel do Oceano Austral nos fluxos de calor no equilíbrio de água doce do planeta;
- Estudar e avaliar a estabilidade da circulação do Oceano Austral;
- O papel do oceano na estabilidade do manto de gelo antártico e sua contribuição para o aumento do nível do mar;
- O futuro da Antártica do gelo marítimo; e,
- Os impactos das mudanças globais sobre os ecossistemas do Oceano Austral.
Contato INPE:
Dr. Marcelo Sampaio - GEOMA/DGE
Fone: +55 12 3208 6751
E-mail: marcelo.sampaio@dge.inpe.br
Coordenador do Projeto:
Dr. Heitor Evangelista da Silva – UERJ/LARAMG
Fone: +55 21 2334 0133
E-mail: evangelista.uerj@gmail.com
Equipe
- Dr. Heitor Evangelista da Silva – UERJ/LARAMG
- Dr. Marcelo Sampaio – INPE/GEOMA/DGE
- Dr. Alexandre Santos Alencar - UERJ/LARAMG
- Dr. Márcio Cataldo - UERJ/LARAMG
- Técnico Heber Reis Passos – INPE/DSA
O Papel dos Aerossóis nos Processos Biogeoquímicos e nas Alterações Climáticas no Trecho Atlântico Sul – Península Antártica. Edital MCT/CNPq nº 23/2009 – PROANTAR
(Processo nº 556971/2009-4).