Previsão

Mapas de Variáveis Morfométricas

O Projeto TOPODATA do INPE oferece o Modelo Digital de Elevação (MDE) e suas derivações locais básicas em cobertura nacional, elaborados a partir dos dados SRTM disponibilizados pelo USGS na rede mundial de computadores (http://www.dsr.inpe.br/topodata/index.php). As vertentes são partes integrantes das bacias hidrográficas e não podem ser descritas de forma integral sem que sejam consideradas as relações entre elas e a rede hidrográfica. As vertentes e os rios estão em constante interação, uma vez que a forma e o ângulo destas devem estar ajustados para fornecer a quantidade de detritos que um rio pode transportar. De modo inverso, os parâmetros hidráulicos dos rios devem estar ajustados para transportar a quantidade de material fornecido pelas vertentes (Christofoletti, 1974). Considerar esta relação entre vertente e cursos de água é importante para entender os processos de escoamento superficial, infiltração, erosão e transporte de material em uma bacia de drenagem. Em uma paisagem são encontrados três formatos para as vertentes: convexo, retilíneo e côncavo.

Exemplo de formas de terreno convexo, retilíneo e côncavo. Fonte: Adaptado de Florenzano, 2008.

Quanto mais convexa é a forma da vertente, maior é o escoamento superficial e menor a infiltração da água. Já ao contrário nas vertentes côncavas, quanto maior a concavidade maior é a infiltração da água no solo e menor é o escoamento superficial.

Efeito da curvatura vertical sobre a hidrologia de superfície, onde se podem observar os processos de escoamento de infiltração da água. Fonte: Adaptado de Florenzano (2008).

De acordo com Peschier (1996) é possível representar a forma da paisagem por meio de computador, utilizando um Modelo Digital de Elevação (MDE) e um algoritmo que divide a paisagem em regiões que representam certos tipos de formas do terreno. Por meio de interpolação (vizinho mais próximo) ele calcula dois tipos de planos de curvatura do terreno:

Fale Conosco