Prevenção de Desastres Naturais
Os desastres naturais que ocorrem no Brasil, em sua maioria,
não podem ser evitados. Entretanto, as atividades e intervenções
humanas podem agravar ou minimizar os impactos causados pelos desastres.
O agravamento está diretamente associado ao desrespeito à
natureza, através dos desmatamentos, queimadas, assoreamento
de rios, acúmulo de lixo, ocupação desordenada,
edificações mal construídas, ausência de
plano diretor, etc.
A minimização ou redução do
impacto dos desastres dá-se através de medidas preventivas
que podem ser classificadas em estruturais e não estruturais.
As medidas estruturais são aquelas de cunho corretivo, como
as obras de engenharia. Apesar de minimizar o problema em curto prazo,
as medidas estruturais são caras, paliativas, freqüentemente
ocasionam outros impactos ambientais e geram uma falsa sensação
de segurança. As não-estruturais, de caráter
educativo, apesar dos resultados a médio e longo prazo, são
de baixo custo, de fácil implementação e permite
uma correta percepção do risco. Como exemplo, destacam-se
os mapeamentos, as análises de vulnerabilidade, os zoneamentos
das áreas de risco e a educação ambiental (NCEM,
1998; Andjelkovic, 2001; ISDR, 2004).
Para tanto é necessário conhecer as causas
e conseqüências de um desastre, para assim definir as medidas
preventivas que serão adotadas. É interessante ressaltar
que o ciclo de gerenciamento de desastres envolve três fases
distintas: Antes, Durante e Depois (Figura 7).
Figura
7 - Fases de um desastre. Fonte: adaptado de Tobin e Montz (1997).
O Antes é a fase que antecede a chegada dos fenômenos
extremos, conhecida como a fase de prevenção e preparação
para o impacto. É a fase mais importante, onde são adotadas
medidas para reduzir o impacto dos desastres, como as análises
de risco, a execução de projetos de engenharia (diques,
pontes, muros de contenção, etc.), a elaboração
de políticas públicas (plano diretor, zoneamentos ambientais,
legislação, etc.), a educação ambiental
em escolas e comunidades afetadas, etc. E, nos momentos que antecedem
o impacto, destacam-se os sistemas de previsão (meteorológica
e hidrológica) e de alerta. O Durante envolve a realização
de ações emergências que visam o salvamento (socorro
e assistência às vítimas), o auxílio (evacuaçã,
abrigo, alimentação, atendimento médico, etc.)
e a reabilitação, que corresponde ao início das
atividades de restauração da área impactada (curto
prazo). Enquanto que, o Depois é representado pelas atividades
de reconstrução necessárias para o restabelecimento
das funçães básicas de uma comunidade (bem-estar
da população) a médio e longo prazo (Park, 1991;
Tobin e Montz, 1997; MIN, 2000; Smith, 2000).
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