Modelo BESM

O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM – Brazilian Earth System Model, na sigla em Inglês) é um conjunto de programas computacionais que acopla os componentes de superfície continental, oceano, atmosfera e química globais, com o principal objetivo de gerar cenários de mudanças climáticas com perspectiva brasileira, ao incorporar processos de formação de nuvens, dinâmica da vegetação e o conhecimento criado no país sobre a influência dos biomas brasileiros sobre o clima global.

O desenvolvimento do BESM é liderado por cientistas do INPE em colaboração com cientistas de outras instituições brasileiras e estrangeiras. O projeto, financiado pelo MCTI/FINEP, CNPq e FAPESP, coloca o Brasil no cenário internacional de desenvolvimento de modelos climáticos globais. O BESM passa a tratar com maior exatidão os processos regionais e remotos de interesse do país, ampliando a base científica para enfrentar os desafios e consequências das mudanças globais em curso.

O BESM fornecerá informações detalhadas sobre fenômenos tropicais importantes, que não se encontram representados em outros modelos no exterior. Entre esses fenômenos estão como exemplo as queimadas, capazes de intensificar o efeito estufa e mudar as características de chuvas e nuvens de uma determinada região e os efeitos das descargas fluviais da bacia amazônica nos ciclos biogeoquímicos marinhos. Além de contribuir para o melhor entendimento das mudanças climáticas globais, o modelo trará benefícios locais, com o aprimoramento da capacidade de previsão de tempo e clima sazonal, assim como a ocorrência de eventos climáticos extremos no Brasil.

Com mais de dez mil anos de simulações climáticas em escalas de meses a centenas de anos já geradas no sustema de supercomputação do INPE, o BESM habilitou o Brasil a ingressar no seleto grupo de nações com contribuições de cenários globais de mudanças climáticas para os relatórios do IPCC.

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